O vídeo: Gestão Democrática_o projeto político pedagógico.
O projeto político pedagógico como foi colocado no filme é um movimento organizado que tem o objetivo de articular a comunidade escolar visando defender os interesses dessa categoria. Por ser um veículo de ação política, o PPP extrapola os muros da escola e se soma a um conjunto maior de ações que visam o fortalecimento de luta estudantil e docente.
Cabe aos profissionais da escola criar algo novo e pôr em prática, com linhas claras como coloca a professora Regina Leite – professora da UFF, este documento é um movimento e a escola precisa passar a viver essa construção e paralelamente propiciar a integração de todos que fazem a escola, em especial a direção, os pais, professores e alunos. Através desse debate constante, o grupo irá transformar a escola, revolver o meio em que vivem e por intermédio de várias ações planejadas conseguir articular e negociar entre os diferentes atores educacionais viabilizar uma gestão participativa na unidade escolar.
Em outras palavras a professora: Josete Maria C. Ribeiro- professora e pesquisadora da UFMT relata a ação do PPP como uma estratégia proposta pelos protagonistas da escola, mas que perpassa os pilares filosóficos, sociológicos, ontológicos e éticos da escola. Para que ele não represente apenas a intenção da gestão escolar, precisa ser construído coletivamente, como preconiza a própria LDB.
Quando se consideram as duas dimensões do PPP – a política e a pedagógica, é importante destacar que elas se entrelaçam e são interdependentes. Enquanto a configuração política consiste no compromisso com a transformação social, com a formação do cidadão para a construção de uma sociedade menos injusta e mais humana, menos competitiva e mais solidária, com menos exclusão social, a dimensão pedagógica diz respeito à definição das ações educativas da escola, que se relacionam com a questão do currículo e dos conteúdos a serem trabalhados pelo corpo docente no sentido de efetivar a função social da escola, os seus propósitos e a sua intencionalidade.
Realmente, a escola não pode dissociar essas duas dimensões, pois uma complementa e dá sentido à outra, uma vez que é na dimensão pedagógica que toma expressão a dimensão política. Em outras palavras, a dimensão política do PPP se concretiza efetivamente na prática pedagógica porque é por meio dela que ocorre a efetivação das propostas concebidas pela escola, ou seja, a formação do cidadão participativo, responsável, comprometido, competente e criativo.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ-UFC
ESPECIALIZAÇÃO EM COORDENAÇÃO PEDEGÓGICA
DISCIPLINA: REALIDAE ESCOLAR
ALUNO (A): FLAVIANA ALVES NÓBREGA
DIARIO DE BORDO 01
01- Qual a concepção de gestão educacional apresentada no texto?
R- O presente artigo traz uma concepção de gestão educacional voltadas para as praticas sociais, valorizando as relações sociais urgentes nas escolas, priorizando a apropriação do saber. Além de colocar de forma precisa que a escola é uma instituição social e para tanto necessitaria de questionamentos mais amplos sobre o momento que estamos vivendo.
Ao analisarmos o princípio da gestão democrática e compararmos com a situação atual, veremos que são sucessivos fracassos institucionais e infelizmente estamos incluídos nesse processo por fazermos parte dele.
Precisamos discutir os conceitos que definem as atuais estruturas organizacionais. Para Luiz Fernandes Dourado esses conceitos devem ter por norte uma concepção ampla de gestão que considera a centralidade das políticas educacionais e dos projetos pedagógicos das escolas, bem como a implantação de processos de participação e decisão nessas instancias...
Ao discutirmos as concepções de gestão chagamos a conclusão que tendo como referencia nossas gestões atuais precisamos entrar em alerta para as profundas mudanças em cursos, que requer de nós educadores novas posturas embasadas nos instrumentos legais, a construção coletiva de concepções educacionais- uma obrigação nossa como disse Naura Carrapeto Ferreira: Um novo sentido se põe para a administração da educação nas formas de organização curricular e na gestão das escolas que têm a responsabilidade de formar seres humanos capazes de enfrentar, com dignidade e possibilidades, as complexidades e perplexidades do mundo hodierno. Porém não devemos esquecer que a responsabilidade de superar condições de excluídos tanto de professore como de alunos em participação nos bens matérias e culturais da humanidade não é apenas responsabilidades da instituição escolar nem tão pouco unicamente do professor, tudo isso tem causa intrínsecas ligadas as concepções e ações politicas educacionais do nosso país.
É necessário entender que a escola não é a única culpada do seu fracasso, antes dela existem concepções antigas e ultrapassadas de vários setores da organização politica-desde os primórdios que tem sua culpabilidade. Inevitavelmente sofreremos com as mazelas educacionais provocadas por essas concepções errôneas do que seja educação de todos e para todos.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ-UFC
ESPECIALIZAÇÃO EM COORDENAÇÃO PEDEGÓGICA
DISCIPLINA:REALIDADE ESCOLAR
ALUNO(A) : FLAVIANA ALVES NÓBREGA
DIARIO DE BORDO 02
02- Quais as características das politicas educacionais implantadas nos últimos anos no Brasil?
R- As características das politicas educacionais implantadas nos últimos anos no Brasil perpassa por uma descontinuidade, seja por uma falta de planejamento ou por um desencontro entre as propostas do governo e o que a população realmente necessita.
As mudanças vêm ocorrendo ao longo dos anos, começou com a redemocratização, passando pela aprovação e promulgação da constituição federal de 1988. Nos anos 90 em consonância com a reforma do Estado foram implantados novos modelos de gestão com o intuito de inserir com eficácia, produtividade e racionalidade, barrados pelos limites estruturais à logica politico pedagógico caindo no sistema de exclusão e seletividade. Primeiro por não se elaborar a lei complementar e depois por não adotar o Plano Nacional de Educação (PNE).
As características principais das politicas educacionais dizem respeito à fragmentação e/ou superposições de ações e programas, concepções distintas e até antagônicas, dinâmicas desarticuladas e desconcentração tem marcado a Educação Nacional.
As politicas educacionais não causam impactos imediatamente, suas consequências virão ao longo dos tempos, sofremos hoje as improezas deixadas por políticas educacionais dissonantes com as necessidades cotidianas das nossas escolas, nossa realidade é outra, violência, drogas, desestruturação familiar e outros. Teríamos o direito de ter uma escola voltada para tentar solucionar esses empasses e não provocá-los mais ainda como acontece diariamente.
É preciso que novas politicas ganhem corpo e consistência. É um processo gradativo e de resultado processual que requerem reflexões para serem acrescidas ou modificadas de acordo com suas responsabilidades e limites.
Trata-se, portanto de uma questão polêmica, por isso mesmo contestada por diferentes segmentos e instancias, uns dizem que foi feito muito pela educação brasileira, outros dizem que ainda há muito por fazer e diante disso abre-se um leque no contexto educacional, mas há uma certeza diante da nossa condição de educador de massas- a preocupação com o desempenho politico no quadro histórico da nossa sociedade-quando é que vão olhar de fato e de direito para a educação?
A escola pede socorro isso é uma realidade, salvos alguns casos conseguem ter algum êxito como disse Thomas Good e Rhona Wenstein ...apesar das debilidades metodológicas da investigação sobre escolas eficazes, a consistência dos resultados fornece provas irrecusáveis de que as escolas marcam diferenças significativas no que diz respeito ao aproveitamento dos alunos. São êxitos de pessoas, precisamos de êxitos coletivos onde haja o sucesso contínuo de nossas escolas e os empasse sejam apenas percalços a pecorrer e não uma realidade diária como enfrentamos hoje.
É indispensável o encontro de politicas publicas de educação nacional e as politicas públicas de educação local, pode ser uma tarefa árdua, mas não é impossível de ser realizada. Só assim veremos todas as condições exposta até aqui tendo um caminho a ser seguido.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ-UFC
ESPECIALIZAÇÃO EM COORDENAÇÃO PEDEGÓGICA
DISCIPLINA: REALIDAE ESCOLAR
ALUNO (A): FLAVIANA ALVES NÓBREGA
DIARIO DE BORDO – Pergunta 3
Descreva os programas federais para a Educação citados pelo autor e relacione com experiências vivenciadas por você no âmbito da instituição onde trabalha.
a) Luiz Fernandes Dourado descreve O Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE) e o Fundo de Fortalecimento da Escola (FUNDESCOLA):
O FUNDESCOLA é um dos espaços de desenvolvimento de programas do Ministério da Educação, por meio de parcerias com as secretarias estaduais e municipais de educação das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e tem por objetivo promover um conjunto de ações voltadas para as escolas do ensino fundamental. O FUNDESCOLA, por meio de processos formativos e de apoio à gestão. Na área de gestão, o PDE é um dos programas central do FUNDESCOLA dado a sua abrangência e inserção nas três regiões.
O PDE é vista na E.E.F. Humberto Bezerra como uma ferramenta indispensável que permite a escola redefinir suas prioridades estratégicas, a converter as prioridades em metas educacionais e outras concretas, a decidir o que fazer para alcançar seus propósitos de aprendizagem e outros estabelecidos, a medir se os resultados que foram atingidos e a avaliar o próprio desempenho. O PDE, como ferramenta gerencial, não substitui o pedagógico e sim o complementa. Não indica o método pedagógico a ser adotado, mas sinaliza se este está falhando.
b) Luiz Fernandes Dourado descreve O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).
O PDDE consiste no repasse anual de recursos por meio do FNDE às escolas públicas do ensino fundamental estaduais, municipais e do Distrito Federal e às do ensino especial mantidas por organizações não governamentais (ONGs), desde que registradas no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).
O dinheiro do PDDE é usado na E.E.F. Humberto Bezerra na aquisição de materiais permanentes (como bebedouro, impressora, aparelhos de ar condicionado etc.) e de itens de uso diário (papel, lápis, caneta, borracha, cartuchos de tinta para impressora, produtos de limpeza, papel higiênico, sabonete etc.), na realização de pequenos reparos na infraestrutura física do prédio (como consertos de torneiras) e na contratação de mão de obra para esses serviços, nos materiais necessários para a implementação do Projeto Político Pedagógico, em instrumentos que permitam avaliar a aprendizagem e no desenvolvimento de atividades educacionais. As verbas são para a aquisição de material pedagógico e de consumo e para despesas com transporte e alimentação dos monitores responsáveis pelas atividades desenvolvidas pela escola.
c) Luiz Fernandes Dourado descreve Programa de Fortalecimento de Conselhos Escolares
Esse Programa tem por objetivo contribuir com a discussão sobre a importância de conselhos escolares nas instituições e visa, ainda, ao fortalecimento dos conselhos existentes. Os conselhos escolares configuram-se, historicamente, como espaços de participação de professores, funcionários, pais, alunos, diretores e comunidade nas unidades escolares.
Na E.E.F. Humberto Bezerra a atuação dos pais é destaque no conselho Escolar, cerca de 80% deles comparecem às reuniões para decidir os rumos da escola, que hoje é exemplo de mudança pedagógica. Esse interesse pela escola não veio por acaso: eles são convidados diariamente a participar. Todo dia, nos dois turnos, a direção promove o "momento da recepção diária”. Os pais acompanham os filhos até o pátio e, antes de as turmas irem para as classes, eles assistem a um evento, que pode ser uma encenação, uma leitura ou o simples convite para uma reunião. Dessa forma eles sentem que realmente fazem parte da escola não só com a participação de fazer com que os filhos freqüentem as aulas, são parte integrantes de um processo que necessita da atenção dos mesmos.
Diário de Bordo 2 ( Atividade Final)
O respeito aos direitos humanos é um parâmetro constitucional em quase a totalidade dos países do mundo. E a relação escola-violência-disciplina. É uma questão de direitos humanos, é preciso manter a ordem dentro da escola para se ter um ambiente seguro e digno para nossas crianças, adolescentes e adultos. Porém essa disciplina não quer dizer que seja um ambiente hostil e antidemocrático, estamos colocando a necessidade de se ter um ambiente agradável e com várias possibilidades para nossos alunos. Esse ponto é algo que está sendo discutido no âmbito educacional atualmente onde até pouco tempo se tinha a preocupação somente com os fins educacionais de aprendizagem e roteiro de atividades lúdicas, hoje a escola também é um espaço de indisciplina e violência.
Acontecimentos mais recente como o caso de Realengo no Rio de Janeiro envolve todas essas questões e chamou atenção de todas as instâncias da sociedade, deixaram evidente que não existe poder, seja econômico, político ou militar que proporcionará a paz dos indivíduos e nem tão pouco o respeito aos direitos humanos. Por isso a escola tem que ser um espaço de diálogo permanente só assim poderíamos conviver pacificamente num ambiente onde prevalece o respeito e a solidariedade. Consequentemente aconteceria as mudanças ideológicas, políticas e sociais que tanto almejamos socialmente, a semente seria plantada num solo fértil e regada com os esforços de todos os envolvidos na comunidade escolar.
Outra questão a ser discorrida é a relação entre a necessidade de disciplina e liberdade do educando. Essa liberdade é imprescindível para a aprendizagem e a criatividade dos alunos, se não nos sentimos livres dentro da escola que apregoa a democracia onde mais nos sentiremos? Dessa forma se a escola não for livre para deixar os seus envolvidos livres será um ambiente falho diante do que se propõe. Surgem nesse meio alguns aspectos que vão perdurar nas relações escolares, se a escola for fechada no diálogo provavelmente não haverá trabalhos criativos, se a escola não propõe solidariedade não formará alunos solidários e assim por diante. O convívio e valorização da pessoabilidade e afetividade, os laços de solidariedade trará conseqüências profundas nas relações sociais vigentes nas escolas atuais. A liberdade na escola atual está intrinsecamente ligada às possibilidades de exercê-la. Se a escola for um ambiente de baderna, ou seja, indisciplinado, será conseqüentemente um espaço de ditadura da bagunça e aí como os envolvidos serão livres para serem criativos? E aprendizes das condições sociais que estão dentro e fora da escola. Essa questão está sendo abordada aqui não por desejar uma escola silenciosa e passiva, não é isso, ela também tem em sua essência a cordialidade e perseverança que permeia muitas vezes a gestão escolar, os professores e os alunos. Essas qualidades poderão perpetuar-se através dos alunos que disseminarão essas idéias socialmente em suas vivencias cotidianas.
A última questão a ser referendada nesse diário de bordo é a perspectiva de cidadania desenvolvida pela escola atual. Na última década o exercício da cidadania vem passando por uma reengenharia no campo social e principalmente dentro das escolas. Essas mudanças evidenciam-se principalmente pelo reconhecimento crescente de que é algo que assume caráter pessoal na vida dos professores e alunos, se ambos são respeitados consequentemente respeitará. Desse modo o respeito mútuo influenciam em seu estilo de vida e são determinantes para a condição como individuo que deseja ser um cidadão pleno. Essa premissa promete transformar a escola atual desde que o professor acredite no que faz “ O professor lida sim com a esperança, com a utopia; isto faz parte da essência do seu próprio trabalho”(Celso dos S. Vasconcellos).
Tem ainda a luta por possibilidades concretas que é inerente à profissão de professor, esse precisa criar oportunidades com o objetivo de atuação, seja técnica, ética na intervenção profissional da área. Por exemplo, quando os alunos procuram o professor seja na sua disciplina ou não , seja num auxilio no campo cultural, social, familiar o mesmo sente-se na obrigação de ajudar, por questões essenciais que diz respeito as suas utopias, os seus anseios sociais e filosóficos que lhes são próprios. Assim é evidenciada a cidadania e colocada em ação e posição de destaque perante diversos segmentos sociais porque o aluno quando é bem orientado possivelmente propagará essas orientações através do seu convívio social. O ser cidadão se consolida preterivelmente na profissão de professor, visto que não existe outra profissão que esteja tão próxima dos nossos jovens. Neste cenário será destacado o agir profissional, não basta o professor pregar a cidadania no seu discurso e em seus conteúdos, é indispensável que o mesmo exerça sua responsabilidade social, criando e participando das diversas possibilidades de intervenção junto dos seus alunos. Sobre tudo no dia-a-dia que é nosso laboratório. Seja pela dinamização das atividades próprias da profissão ou pela contribuição para que as crianças, adolescentes e adultos desenvolvam uma cultura cidadã para o exercício efetivo da cidadania.
São muitos os ganhos para nossas escolas quando a cidadania for exercida aliada à educação em todos os seus aspectos contribuindo para que seja legitimado o papel do professor e para que a sociedade possa desenvolver práticas cidadãs com segurança, amparada em princípio éticos, filosóficos e sociais. É um direito assegurado como afirma Dalmo de Abreu(2006, P.66.):
“A educação é um processo de aprendizagem, ao mesmo tempo em que favorece e propicia o desenvolvimento da pessoa humana. Por isso é reconhecida como direito fundamental de todos com condições de igualdade, o que é benefício para o individuo bem como para toda sociedade”.
A cidadania está para todos os seres que estão envolvidos socialmente, sua importância na vida dos educandos é um fator que torna-se indissociável da educação propriamente entendida (na escola), ela torna as pessoas mais sociáveis, mais preparadas para a vida e também para a convivência. As pessoas que exercem a cidadania plena é indiscutivelmente mais educada, tem extrema facilidade para entender o outro, para aceitar e conviver com as diferenças. Por isso a educação necessariamente precisa está atrelada à perspectiva da cidadania porque a educação de um único indivíduo interessa a todos.
Finalizo esse diário de bordo com um pensamento de Ângela Randolpho (2004, P.04). “ Estamos acostumados a ouvir dizer que nós, brasileiros, não somos cidadãos completos: somos submissos e não sabemos reinvindicar nossos direitos. Seríamos então pré - cidadãos, como se ainda tivéssemos um longo caminho a percorrer para a conquista de uma cidadania de verdade”.
A nossa participação como verdadeiros cidadãos ainda é muito restrita, principalmente na escola que é um espaço de domínio público, mas que ainda não conseguiu mostrar a força que possui.
A escola tem que ser ideológica e cidadã para enfim oferecer de forma quantitativa e qualitativa o espírito de cidadania as crianças que dela tanto necessitam.
Aluna: Flaviana Alves Nóbrega
Atividade da aula presencial
Os processos de comunicação estão por toda parte. Desde a hora que acordamos até quando vamos dormir, interagimos quase sempre ao ouvirmos os pássaros cantar, a buzina dos carros, as conversas das pessoas, etc. Em meio a tantas formas de comunicação e processos comunicacionais, como podemos reconhecer quais as qualidades comunicacionais e adequadas para colocarmos em prática na escola?
Certamente será aqueles procedimentos ligados a clareza de informações. Essa preocupação vem tomando formas no âmbito das discussões a respeito das verdadeiras formas de nos comunicarmos eficazmente dentro da escola são angustias crucias que vão invadindo nossas atitudes mesmo sem percebermos. Além de pensarmos na melhor forma de comunicação dentro da instituição que trabalhamos, temos a responsabilidade de analisar que fatores limitam esses processos comunicacionais. E não são poucos esses fatores, vejamos alguns principais - utilização de suporte tecnológico como sendo mais importante que a própria comunicação, por exemplo, quando um gestor se preocupa mais com o que vai passar numa reunião de pais, se é um texto ou vídeo em vez de se preocupar de que forma mais objetiva e clara os pais vão entendê-lo e aderir as suas ideias. A barreira da linguagem inadequada, isto acontece quando a o comunicador que pode ser um professor, diretor ou coordenador não se faz entender, seja pela barreira cultural, pela cultura implícita nas suas colocações que muitas vezes são carregadas de exclusão social e por fim o conflito das novas e antigas tecnologias, ora são exaltadas ou desprezadas dependendo dos olhos de quem ver, tanto posso usar um meio de comunicação antigo e atingir os meus objetivos quanto posso usar um atual, depende exclusivamente do tratado que darei ao objeto de comunicação. Tudo isso são conclusões errôneas que professore e demais profissionais da área cometem com o propósito de realizar a comunicação.
Não podemos esquecer que a escola não é um ambiente puramente recheado da falta de comunicação, é também um local de diálogo e possível de oportunidades para se ampliar essa comunicação de forma eficiente e competente. Edigar Morin diz que é necessário elaborar um método para religar os saberes. O conhecimento é uma questão fundamental para todos. O que falta como ele coloca é essa ligação e trazendo para a comunicação é necessário que a escola saiba a dosagem correta para religar esses conhecimentos, seja através dos pais, dos professores ou da gestão escolar. A solução está na metodologia e não na a tecnologia como foi colocada por uma das cursistas na aula presencial. É essencial envolver todas as pessoas que fazem parte da rotina escolar através da divulgação dos resultados obtidos pela escola, seja através de cartazes, faixas, anúncios em rádio, murais, panfletagem, etc.
A tarefa de se ter uma boa comunicação na escola não é fácil, mas nós coordenadores podemos, hoje, mobilizar professore e demais profissionais da área para obtermos mais informações dentro de nossas escolas e consequentemente faremos de nossas escolas um lugar onde circulará mais informações em prol dos benefícios escolares e sociais que tanto almejamos.
Edgar Morin coloca que o grande desafio hoje é exatamente não pensar como a educação do futuro, mas pensar para hoje, para agora, nesse momento. É o caso da comunicação na escolar para ela se ampliar é indispensável que nós profissionais da educação possuidores de uma gama variadíssima de informações saibamos utiliza-las no nosso cotidiano. Seguindo essa linha de pensamento existe diversos desafios de comunicação para a escola vencer para o agora, hoje, sem demora. Vencidos esses desafios, outros surgirão e a escola continuará a buscar o que for melhor para seus alunos.
Base de Dados
Observando a E.E.F.Humberto Bezerra foram detectadas as seguintes condições em relação aos processos e ambientes comunicacionais: a escola usa estrategicamente e dá forma e direção ao seu futuro. Seu processo de construção começa na identificação de onde a escola se encontra e aonde ela quer chegar, portanto parte de uma situação real de circulação de informação para o desenho de uma situação desejada.
A escola em questão utiliza vários meios para fazer efetivamente a comunicação e circulação de informação das ações políticas e pedagógicas da comunidade escolar, entre as principais estão os encontros pedagógicos, planejamentos, exposição de murais esclarecendo dúvidas, reunião de pais para a socialização de experiências positivas e negativas, carta circulatória quando é uma informação mais urgente e divulgação dos resultados através da rádio comunitária dos assuntos mais importantes da escola. O propósito da mesma é otimizar seus estudos entre professores e alunos, intervir e alterar positivamente seu projeto político pedagógico.
Analisando criticamente a situação da referida escola detectamos que a mesma já traçou metas de superações a respeito das situações comunicacionais e de circulação de informações. Definiu objetivos importantes relacionados à melhoria e qualidade das informações repassadas por ela, pensou em envolver os alunos nas reuniões de pais, fazendo parte da própria pauta a ser trabalhada. Além de atividades sistemáticas e interessantes de leitura e escrita e ações bimestrais de culminância dos projetos realizados pelos alunos para serem apreciados pelos pais, alunos e professores do segmento envolvido; aquisição de livros para biblioteca, inclusive com campanha para doações pela comunidade; capacitação para professores.
Desenvolver um ambiente onde predomine a circulação de informação e processos comunicacionais exige que a leitura e a escrita estejam como foco principal, a comunicação exige muita leitura e cuidado especial com a escrita. Por isso lá se fala muito em formar o aluno leitor. No entanto ainda detectamos algumas falhas que são cruciais, por exemplo, não se pode pensar em um aluno leitor se o professor não desenvolver em si o hábito e o gosto pela leitura e a escrita.
Observando e analisando criticamente a realidade e prática leitora da escola percebemos absoluta necessidade de que essa comunidade escolar empenhe-se no desenvolvimento do gosto pela leitura, como forma de superação das dificuldades de comunicação e informação. É fundamental fazer da biblioteca escolar um poderoso veículo para a superação desse desafio. Porém identificamos entre o professorado a triste realidade de pouca leitura, principalmente pelos professores do fundamental II, alegando falta de tempo dentro e fora da instituição.
A escola em questão tem como avançar se definir objetivos estratégicos relacionados com a melhoria de desempenho dos alunos em leitura e escrita, se desenvolverem metas e ações que envolvam a intensificação dessas duas áreas de ensino que são tão valiosas para uma comunicação permanente e precisa. Além de fomentar momentos de interação entre professores e gestão escolar com foco no ensino e na aprendizagem da leitura e produção textual. Dessa forma haverá grandes possibilidades da escola tornar-se referência na circulação de informação e comunicação.
Os movimentos sociais, culturais e artísticos nas escolas municipais de Mauriti-ce.
O espaço artístico e cultural das escolas de Mauriti é visivelmente reduzida, e tímida, se observarmos a desenvoltura dos alunos em trabalhos escolares ou pequenas representações teatrais das quais testemunhei ao longo de onze anos onde desempenho a função de coordenadora pedagógica da secretaria municipal de educação. Falta um cuidado maior nesse âmbito, as instituições de forma geral são obedientes apenas ao trabalho burocrático que leva muito tempo da direção e coordenação. Estão principalmente voltadas para atingir os indicadores de desempenho, o trabalho é direcionado a estatísticas e não da comunidade escolar.
Há muitas reflexões importantes a se fazer a partir dessa conclusão. A mais instigante é pensar porque o ensino precisa estar dissociado da arte e cultura se a escola é o ambiente mais propício para desenvolver essas potencialidades. Quando a educação estiver aliada a várias formas de expressão a escola não precisará correr para atingir índices de indicadores porque eles estarão presentes em suas ações diárias, mas para isso os movimentos sociais, culturais e artísticos necessariamente têm que constar na rotina escolar. Daí poderá surgir grandes nomes em diversas áreas que poderão orgulhar o nosso país. Isso não é impossível. Se analisarmos a história da educação da humanidade veremos que pelo menos a arte sempre esteve presente, fez parte inseparável da formação educacional de vários gênios , seja a educação formal, não-formal ou informal, mas voltada para a valorização da expressão humana. Porém nos parece que a maioria dos gestores educacionais visam tanto e são cobrados por estatísticas e números que chegam a desprezar um fator essencial a formação sócio-cidadã.
Em primeiro lugar poderíamos analisar criticamente quais os fatores positivos de incluir os movimentos sociais, culturais e artísticos no ambiente escolar, chegaremos a seguinte conclusão, a arte permite a criança, ao adolescente, enfim, aos estudantes em geral ampliar seu conhecimento de mundo e suas relações pessoais. Seja qual for a arte, desenho, pintura, escultura, o aprendiz é orientado a fazer conexões de conhecimento, compreensão de diferentes perspectivas, mais dinâmicas, mais amplas, mais valorosas e complexas.
Além disso, precisamos perceber que a arte não é algo estático, nem tão pouco uma ação contemplativa, mas, sobretudo, de representação da lógica humana.
Ao produzir arte, nossos alunos estão mostrando suas emoções, incluindo - se no mundo e, ao mesmo tempo ensinando e aprendendo a reconhecer a importância de si e do outro na sua trajetória criativa de ser humano. É uma atividade de amadurecimento interior. Voltemos ao tempo da primeira infância, quando a personalidade ainda não está formada e acultura letrada não foi assimilada, a criança usa muito da representação da lógica humana, mas com o tempo essa representação vai se perdendo. Isso acontece na escola. Porém ao longo dos anos surge a linguagem processo natural do ser humano e daí passamos a nos tolir. A fase que mais poderíamos aproveitar infelizmente é desperdiçada. É nessa fase que todas as potencialidades deveriam ser aproveitadas, os primeiros anos escolares.
Cabe expor mais uma razão de ensinar e incentivar os trabalhos envolvendo consciência social, artística e cultural. Trata-se da formação dos alunos, torná-los capazes de valorizar a sociabilidade, a cultura e arte no geral e fazer fruir todas as suas inquietações através de uma socialização voltada para aprendizagem. Um bom trabalho envolvendo perspectivas sociais é aquele que leva os alunos a compartilharem o imenso patrimônio cultural comum a humanidade, uma das aquisições mais significativas da existência humana.
O aspecto mais indesejável é que as escolas venham inconseqüentemente se distanciando cada vez mais das questões da arte e cultura, ou, no mínimo não trabalham enfaticamente esses como deveriam fazer.
Dessa forma, os movimentos sociais, culturais e artísticos. Objetos de aprendizagem terão uma contribuição importantíssima na melhoria da qualidade da educação, tem que fazer parte da rotina escolar, não pode ser uma iniciativa isolada. Sendo assim, é necessário que tantos os educadores quanto os alunos explorem todas as possibilidades oferecidas pela sociedade, cultura e arte com o firme propósito de integrar conceitos e conhecimentos.
Base de Dados
Dando continuidade aos estudos anteriores analisando os movimentos sociais, culturais e artísticos em relação à escassez desses incentivos no ambiente escolar, iremos propor nessa Base de Dados uma possível intervenção que contribua para a intensificação dos processos de comunicação e as possibilidades de aproveitamento da prática e espaços comunicacionais. Desse modo destacaremos questões que de certa forma já foram discutidas em trabalhos anteriores a esse.
(a) Estudo sistemático por parte dos educadores dos conteúdos de sala pensando na possibilidade de envolver os alunos numa prática estudantil de excelência, promovendo um ambiente cheio de inovações tecnológicas usando o que a escola possui ou o que ela pode conseguir para esse fim. Essas medidas podem abrir espaços significativos que dê aos educandos a chance de enriquecer a aprendizagem mediante o uso de jornais e revistas impressos, vídeo, murais, cartazes e faixas, comunicados e convites, computador e internet.
(b) Liderança do grupo gestor, gerando melhoria assistencial ao seu grupo, os pais, os professores, os alunos, e demais funcionários da instituição, sem esquecer-se de gerenciar a melhoria continuada da organização mediante uso efetivo da informação e dos recursos tecnológicos. Essa liderança pode ser conseguida de forma proposital ou de mudanças que valorizem a aquisição e objetivos de aprendizagem.
(c) Cidadania social- Além de o grupo ser forte e liderar bem é necessário que a escola sinta-se incluída nesses movimentos para seus integrantes poderem exercer a cidadania principalmente no ambiente escolar. Poderá partir da modelação e compreensão de questões sociais, tais como: etnia, consciência social, preconceito, contraste social, respeito ao credo e outras que deverão permear as atitudes que circulam na escola, a fim de tornar seus integrantes aptos a conviver plenamente em sociedade.
(d) Cidadania artística e cultural - Na área artística poderíamos pensar num clichê interessante “educar é uma arte” e para possibilitar essa arte nada mais adequado que transformar o pouco tempo que nos resta em momentos de transposição da realidade favorecendo a criatividade dos alunos através de oficinas de teatro, poesia, música, apreciação de obra de arte e demais contatos que poderão dá uma complexidade e dinamicidade a determinados conteúdos que quase sempre é abordado de forma enfadonha e às vezes fora do contexto.
Então, conseguimos aqui elencar quatro propostas importantes para uma provável mudança que contribua, para a intensificação de processos de comunicação e afirmação da gestão democrática, sem esquecer que diariamente lidamos com dores,amores, esperanças e frustrações e alegrias são sentimentos que refletem na ação do trabalho em grupo e às vezes são motivos de desentendimento entre professores e gestores, ou, entre alunos e professores, gestores e alunos e demais funcionários. Então a escola precisa ter um grupo bastante integrado e fortalecido para superar esses impasses que aparecem na escola. A união da comunidade escolar é a principal ferramenta propulsora das instituições escolares.
As diferentes propostas pontuadas nesta Base de Dados parte da ação reflexão de gestores, professores e alunos. Assim as ações e atividades sugeridas nesta discussão fazem um elo entre o fazer efetivo das ações da escola. Portanto são consolidações de processos democráticos que se repensados contribuem para a promoção de novas experiências e decisões escolares que podem potencializar os movimentos sociais, políticos, culturais e artísticos que estão presentes dentro dela.
A escola não pode se construir ou se manter a base de uma espécie de oráculo que determina o prognóstico de seu sucesso ou fracasso, mas precisa urgentemente prever as futuras ações que a leve para um futuro de acertos e possibilidades de sucesso. Deverá olhar atentamente nos aspectos preventivos da violência, da falta de comunicação e incentivo a arte e cultura, rever a o lugar que a família ocupa na escola para poder aproveitar essa participação a fim de direcionar os trabalhos desenvolvidos pelos professores e alunos nas diversas áreas que a escola atua.
É claro que na escola existem inúmeros problemas, os quais são frutos dessa antiga mentalidade que a escola por ela só é o bastante e não é o caso. A família precisa investir nos seus filhos, a escola tem que valorizar a arte a cultura e as discussões sociais. Todas as formas de saber e integrar os conhecimentos são válidos para a superação das dificuldades permanentes na escola.
A grande questão da escola não é só ensinar a pensar, mas aprender a pensar sobre o que pensa e faz seus alunos a pensarem.
Flaviana Alves Nóbrega .
Parabens pelo esforço de criação e produção.
ResponderExcluirAgora é preciso configurar o blog e publicar sua experiência.
Tania Lopes